"A arte de ouvir é também a ciência de ajudar." (Joanna de Ângelis)

Apresentação

A mediunidade, enquanto uma sensibilidade natural para perceber além dos sentidos físicos, vem sendo ignorada ou mesmo considerada como algo patológico por diferentes profissionais de saúde nos dias atuais.

O desconhecimento de  vivências mediúnicas que surgem espontaneamente em uma pessoa de forma natural, tem permitido a confusão com sintomas de alguns transtornos mentais, sobretudo a esquizofrenia. Isso acontece mesmo quando não existe qualquer falta de adaptação social, desorganização do pensamento ou mesmo fuga da realidade de quem possui a sensibilidade aflorada.

O objetivo deste blog é oferecer artigos e materiais diversos que abordem a mediunidade, bem como criar um intercâmbio entre profissionais de saúde interessados nesta pesquisa.

A dificuldade em diferenciar as vivências mediúnicas dos sintomas psiquiátricos, foi também apontada pelo físico Fritjof Capra[1]:

Na prática psiquiátrica atual, muitas pessoas são diagnosticadas como psicóticas não com base em seu comportamento, mas com base no conteúdo de suas experiên­cias. Essas experiências são, caracteristicamente, de natureza trans­pessoal e estão em flagrante contradição com todo o senso comum e com a clássica visão de mundo ocidental. Entretanto, muitas delas são bem conhecidas dos místicos, ocorrem freqüentemente na medi­tação profunda e também podem ser induzidas facilmente por vários outros métodos. A nova definição do que é normal e do que é pa­tológico não se baseia no conteúdo ou na natureza das experiências de uma pessoa, mas no modo como são por ela manipuladas e no grau em que a pessoa é capaz de integrar em sua vida essas experiências incomuns. Pesquisas realizadas por psicólogos humanistas e transpessoais mostraram que a ocorrência espontânea de experiên­cias incomuns da realidade é muito mais freqüente do que a psiquia­tria convencional suspeita. A integração harmoniosa dessas expe­riências é, portanto, crucial para a saúde mental, e o apoio compreensivo e a assistência nesse processo, baseados num entendimento do espectro total da consciência humana, são de importância vital no tratamento de muitas formas de doença mental.

A incapacidade de algumas pessoas para integrar experiências transpessoais é freqüentemente agravada por um meio ambiente hostil. Imersas num mundo de símbolos e mitos, elas se sentem isoladas e incapazes de comunicar a natureza de sua experiência.


[1] Capra, Frijof. O Ponto de Mutação.  Jornadas para além do espaço e do tempo. Ed. Cultrix. São Paulo: 1982.

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